terça-feira, 8 de junho de 2010

FORMAÇÃO DA RCC BRASIL SOBRE OS CARISMAS



CARISMAS
1. INTRODUÇÃO
Os carismas eram comuns no início da Igreja. Basta
ler os Atos dos Apóstolos e as cartas de São Paulo.
Depois, por alguns séculos eles se mantiveram restritos
aos grandes santos. Assim, pensava-se que os carismas
eram para alguns homens e mulheres reconhecidamente
santos, místicos e penitentes.
Os Carismas, portanto não são novidades trazidas
pela Renovação Carismática Católica, a não ser no aspecto
do seu exercício nos tempos atuais. Foi o documento
conciliar Lumen Gentium que traçou as primeiras
diretrizes sobre carismas para os tempos atuais:
“...Não é apenas através dos sacramentos e dos
ministérios que o Espírito Santo santifica e conduz o
Povo de Deus (...), mas, repartindo seus dons a cada
um como lhe apraz (I Cor 12,11), distribui entre os
fiéis de qualquer classe mesmo graças especiais (...)
Estes carismas, quer eminentes, quer mais simples e
mais amplamente difundidos, devem ser recebidos
com gratidão e consolação, pois que são perfeitamente
acomodados e úteis às necessidades da Igreja.
Uma vida mais plena no Espírito Santo, a unção
carismática do Espírito Santo, contempla a Igreja
com toda uma amplitude de dons.”1
Esses dons de adoração, louvor e oração aprofundam
a dimensão contemplativa da fé cristã e as
dádivas de serviço animam a vida de santidade. “Todos
os carismas trazem nova docilidade ao Espírito,
a fé esperançosa na salvadora intervenção de Deus
nas questões humanas, acentuado zelo pelo Evangelho
e o respeito pela autoridade da Igreja.”2
Nesse sentido, é necessário afirmar a atualidade
dos carismas e promovê-los como realidades necessárias
à evangelização e ao crescimento pessoal de cada
cristão. “A vida batizada no Espírito é marcada por uma
experiência de união dinâmica com Deus e também por
uma experiência de carismas doados pelo Espírito Santo.”
3
São Pedro aviva essa esperança: “Pois a promessa
é para vós, para os vossos filhos e para todos os que
ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus” (At
2,39). A promessa é, portanto, para todos os tempos.
Contém abalizar dons efusos, que é matéria deste
estudo, dos dons infusos,que também são carismas do
Espírito, mas que se distinguem daqueles:4
a. Dons infusos — temor de Deus, fortaleza,
pie¬dade, conselho, conhecimento, sabedoria e discernimento
(cf. Is 11,1-3). Num total de sete, esses dons
são concedidos para a pessoa (infundidos), aprimoram
e reforçam as virtudes, constituindo-se em benefícios
para o crescimento pessoal;
b. Dons efusos — línguas, profecia, interpreta¬ção,
ciência, sabedoria, discernimento dos es¬píritos, cura,
fé e milagres (cf. ICor 13,8-10). Num total de nove, esses
dons são para o ser¬viço e o bem comum e são concedidos
como manifestações atuais, de acordo com a
von¬tade de Deus.
1. N.4 e 12.
2. Conferência Católica dos EUA, Declaração pastoral sobre a RCC, p.7.
3. Killian MCDONNELL, George Montague, Avivar a Chama, p.32.
Encarte da Revista Renovação nº 54 - Janeiro/Fevereiro de 2009
BOLETIM Nº 43
4. Essa distinção é didática, mas com fundamento bíblico – teológico; apesar disso, não tem a intenção
de segmentar a ação do Espírito Santo nem de encerrar dentro dela todas as espécies de carismas.
2 Janeiro/Fevereiro 2009
Aqui serão estudados os carismas efusos, que
são realidades manifestas nos grupos de oração da
Reno¬vação Carismática, constituindo-se num dos aspectos
de sua identidade:5
2. CONCEITO
Os carismas são dons, graças, presentes, dados
pelo Espírito Santo, “mas um e o mesmo Espírito distribui
todos esses dons, repartindo a cada um como lhe
apraz” (ICor 12,11):
“A palavra ‘carisma (chárisma) é oriunda da língua
grega e significa ‘dom gratuito’. Ela encontra seu significado
fundamental na raiz ‘char’ que indica tudo aquilo
que produz bem-estar; assim é que temos cháris, querendo
significar ‘graça’, ‘dom, ‘favor, ‘bondade’; charízomai,
no sentido de fazer um dom gratuito, mostrar-se
generoso. O sufixo ‘-ma’ exprime na língua grega o resultado
da acão indicada pelo verbo, o seu efeito, o que
pode denota r também o caráter objetivo da concessão
e da exeriência da graça. Portanto, o significado geral e
fundamental de ‘chárisma’ poderia ser: dom concedido
por pura benevolência, que é, ao mesmo tempo, o
objetivo e o resultado da graça divina, do presente que
Deus faz aos homens.”6
Em sentido restrito, os carismas são manifestações
extraordinárias do Espírito Santo para proveito
comum7. Eles exercem papel fundamental na evangelização.
Padre Luiz Fernando R. Santana aprofunda o
assunto e alerta:
“ Paulo tem em alta estima a presença e ação dos
dons e carismas do Espírito na vida da Igreja e dos fiéis
batizados, até mesmo exortando a co¬munidade a que
tivesse o cuidado de não extinguir o Espírito, de não
desprezar as profecias, mas de verificar tudo com um
discernimento sábio e só-brio (cf. ITs 5,19-22). Disso inferimos
que, para Paulo, os carismas e os ministérios são
os instru-mentais privilegiados na edificação do Corpo
de Cristo e na realização do desígnio de Deus na história;
ambas as realidades possuem igual im¬portância e
dignidade, uma vez que emanam do mesmo Espírito e
estão ordenadas, cada uma na¬quilo que lhe é específico,
a um mesmo fim.”8
Pelo seu próprio caráter, dom não implica
santi¬dade. Na verdade, qualquer pessoa pode receber
os presentes de Deus (cf. At 10,34). Porém, não se
pode esquecer que quem não tem vida espiritual e reta
in¬tenção de agradar a Deus, certamente usará mal os
ca¬rismas, pois não cultiva a necessária união com Cristo
(cf. Jo 15,4-5), para querer o que Deus quer.
3. QUANDO UTILIZAR OS CARISMAS
E difícil precisar em que momentos utilizar os
carismas do Espírito. O seu exercício é quase sempre
oportuno, sobretudo quando as situações o exigem.
Sendo a graça do Espírito uma realidade perene na vida
humana, os carismas por sua vez, tornam-se também
profusamente inseridos na vida daqueles que foram
batizados.
No entanto, é preciso dizer que os carismas são realidades
atuais e não adquiridas por posse. E o Es¬pírito
que opera tudo em todos (cf. ICor 12,6-7), a seu querer
(ICor 12,8-10). Não seria justo, portanto, atribuir a uma
pessoa ou grupo de pessoas específico a contenção
exclusiva de qualquer manifestação carismática;9 nem
mesmo se pode dizer que alguém “tem” este ou aquele
dom, pois cada manifestação é única,10 mesmo que se
processe com muita frequência através de determinadas
pessoas. Talvez ao dom de línguas possa se atribuir
um caráter mais perene e sob controle, por se tratar
de um dom de oração, mais para edificação pessoal (cf.
ICor 14,4).
Contudo, não se pode cair no equívoco de reduzir os
dons do Espírito a algumas ocasiões especiais. Eles foram
dados em profusão nos tempos atuais. Pode ser cultivada
uma constante expectativa em relação à sua manifestação,
como para o derramamento do Espírito.11
A missão da Renovação Carismática Católica é
evange¬lizar a partir do batismo no Espírito Santo, formando
o povo de Deus em santidade e serviço. Para
evangelizar o povo de Deus com unção e poder são necessários
os carismas.
“A ‘força do Espírito Santo’ (At 1,8) derramada
nos corações dos cristãos, manifestação do amor e
do poder de Deus, provoca uma significativa diferença
entre a ação evangelizadora de uma pessoa que se
deixa conduzir por ela e uma que age sem ela. Aquele
que evangeliza com os dons carismáticos multiplica as
possibilidades humanas. A investidura carismática em
5. Cf. RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA, Identidade da Renovação Carismática Católica, p. 27-28.
6. Luis Fernando R. SANTANA, Recebereis a forca do Espírito Santo, p. 77.
7. Cf. A. VAN DEN BORN, Dicionário enciclopédico da Bíblia, p. 245.
8. Batizados no Espírito, p. 43-44.
9. Cf. SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Instruções sobre as orações para alcançar
de Deus a cura, p. 14.
10.Cf.lbid., p. 10.
11. Cf. Ronaldo José de SOUSA, O impacto da Renovação Carismática, p. 23.
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comunidades da Igreja, em todo mundo, tem gerado e
sustentado grande número de evangelistas dedicados
eficientes, com novo vigor, com nova capacitação, nova
alegria, novo jubilo, nova exaltação e louvor, levando
em si o poder transformador do Espírito (cf. ICor 2,1-5)
que toca crianças, jovens, adultos e idosos de todo tipo
de raça e cultura”.12
O uso dos carismas não é só um direito, é um dever
de todos os fiéis. “Da aceitação destes carismas, mesmo
dos mais simples, nasce em favor de cada um dos
fiéis (...) o dever de exercê-los para o bem dos homens
e a edificação da Igreja dentro da Igreja e do mundo”.13
Pode-se constatar na prática apostólica que,
quando a evangelização é acompanhada de carismas,
colhem-se frutos abundantes: os carismas fazem
di¬ferença e são eficazes na evangelização, quando
exer¬cidos na caridade.
4. OS DONS EFUSOS E A CARIDADE
Jesus deu o mandamento do amor: “Amai-vos uns
aos outros, como eu vos amo” (Jo 15,12.17). São Paulo
apresenta o trabalho apostólico realizado no amor. Não
um amor qualquer, mas o amor “ágape”, amor doação
a Cristo e aos irmãos: (Icor 13).
Os capítulos 12 a 14 da carta aos Coríntios, que
tratam dos carismas e suas manifestações, são verdadeiros
referenciais para se viver a vida nova, guiada pelo
Espírito Santo, exercendo os seus dons de ma¬neira autêntica
e frutuosa. Eles contêm regras básicas e orientações
seguras. Outras recomendações podem ser encontradas
em Ef 4,15.30; Rm 12,6-8; 13,8-10; e ITess
5,14-15. 19-21.
Jesus dá a regra para verificar o valor do trabalho:
“Pelos frutos os conhecereis” (Mt 7,16). São Paulo também
fala: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz,
paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura,
temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5,22-
23). Dessa forma, o bom uso dos carismas é garantido
pelo amor,14 que é o dom por excelência e que atribui
sentido aos outros dons.15 Os carismas, portanto, são
fundamentados na caridade:
“Sejam extraordinários, sejam simples e humides,
os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou
indiretamente, têm uma utilidade eclesial, ordenados
que são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às
necessidades do mundo. Os carismas devem ser acolhidos
com reconhecimento por aquele que os recebe,
mas também por todos os membros da Igreja. São uma
maravilhosa riqueza de graça para a vita¬lidade apostólica
e para a santidade de todo o Corpo de Cristo, desde
que se trate de dons que provenham verdadeiramente
do Espírito Santo e que sejam exercidos de maneira
plenamente conforme aos impulsos autênticos deste
mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade, verdadeira
medida dos carismas”.16
5. Os carismas devem ser pedidos com fé e exercidos
na humildade
É exatamente por causa do amor que os dons efusos
devem ser almejados. A moti¬vação deve ser o uso
em benefício dos outros, para ajudar o povo de Deus a
alcançar a santidade.
Por isso, os carismas devem ser pedidos com fé e
sem temor. Embora eles sejam distribuídos conforme
apraz ao Espírito, nada impede que o crente aspire e
peça os dons, para que seu testemunho seja permeado
de sinais (cf. ICor 2,4-5). “Só aqueles que reconhecem o
valor dos dons na sua vida cristã e no serviço aos irmãos
são impulsionados a pedi-los ao Pai, como Jesus mesmo
nos ensinou: ‘Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis;
batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede,
recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater se lhe
abrirá’ (Lc 11,9-10)”.17
Para o exercício prático dos carismas, não se deve
esquecer três coisas fundamentais:
A. HUMILDADE
Deus constituiu a Igreja como um corpo (cf. ICor
12,12-29), de tal maneira que um carisma só se pie-nifica
no conjunto da comunidade. “Exercer os caris¬mas
na humildade é exercê-los sem exibicionismo, sem buscar
prestígio, honra, poder. (...) E também exercê-los
sem auto-suficiência (cf. Mt 18,3-4), sem individualismo,
sabendo que necessitamos da ajuda dos irmãos
para confirmar ou discernir a vontade de Deus para o
seu povo.. ,”.18
B. HARMONIA
O uso dos carismas será tanto mais saudável e útil
5. Cf. RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA, Identidade da Renovação Carismática Católica, p. 27-28.
6. Luis Fernando R. SANTANA, Recebereis a forca do Espírito Santo, p. 77.
7. Cf. A. VAN DEN BORN, Dicionário enciclopédico da Bíblia, p. 245.
8. Batizados no Espírito, p. 43-44.
9. Cf. SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Instruções sobre as orações para alcançar
de Deus a cura, p. 14.
10.Cf.lbid., p. 10.
11. Cf. Ronaldo José de SOUSA, O impacto da Renovação Carismática, p. 23.
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quanto as pessoas que a eles se abrirem forem equilibradas
emocionalmente e orantes o suficiente para saber
distinguir a ação do Espírito de eventuais devaneios
da pessoa humana.19 É necessário ter respeito pêlos
dons de Deus; “não podemos exercê-los irresponsável
e indiferentemente, com desprezo, de forma inconsequente,
olhando os nossos próprios interesses, ou dando
aos carismas um relevo tão singular e único como se
fossem bens totais e absolutos sobre os quais não há
nada mais excelente e primeiro”.20
C. ORDEM
A ordem no exercício dos carismas é uma extensão
da harmonia, mas supõe autoridade e obediência.
O cristão pode ser instrumento da manifestação
au¬têntica do Espírito Santo, mas não deve esquecer
que até o espírito dos profetas deve estar-lhe submisso
(cf. ICor 14,32).
Portanto, os carismas devem ser exercidos na
obe¬diência a Cristo e às autoridades constituídas. “Mas
faça-se tudo com dignidade e ordem” (ICor 1.4,40).
6. PALAVRA DA IGREJA
E oportuno destacar algumas asserções do Magistério
da Igreja em relação aos carismas e seu uso:
a. “O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-comu-nhão
os diversos ministérios, enriquece-a com outros dons e
impulsos especiais, chamados ca¬rismas. Podem assumir
as mais variadas formas, tanto como expressão da
liberdade absoluta do Espírito que os distribui, como
em resposta às múltiplas exigências da história da Igreja.
A des¬crição e a classificação que os textos do Novo
Testamento fazem desses dons são um sinal da sua
grande variedade”;
b. “ Também em nossos dias não falta o florescer
de diversos carismas entre os fiéis leigos, homens e
mulheres. São dados ao indivíduo, mas também podem
ser partilhados por outros, e de tal modo perse¬veram
no tempo como uma herança preciosa e viva, que geram
uma afinidade espiritual entre as pessoas;21
c. “Para exercerem este apostolado (os leigos),
o Espírito Santo, que opera a santificação do povo de
Deus por meio do ministério e dos sa¬cramentos, concede
também aos fiéis dons particulares (cf. ICor 12,7),
‘distribuindo-os por cada um conforme lhe apraz’ (ICor
12,7-11}, a fim de que ‘cada um ponha em serviço dos
outros a graça que recebeu’, e todos atuem ‘como bons
administradores da multiforme graça de Deus’ (IPd
4,10), para a edificação, no amor, do corpo todo. (cf.
Ef4,16). (...) Nenhum carisma está dispensado da sua
referência e dependência dos pastores da Igreja. O Concílio
escreve com palavras claras que o juízo acerca da
sua (dos carismas) autenticidade e reto uso pertence
àqueles que presidem a Igreja e aos quais compete de
modo especial não extinguir o Espírito, mas julgar tudo
e conservar o que é bom (cf. ITs 5,12 e 19-21), de modo
que todos os carismas concorram, na sua diversidade e
complementaridade, para o bem comum.23
As palavras da Igreja tiram o medo e as dúvidas
quanto à necessidade e utilidade dos carismas, bem
como o direito que os fiéis leigos têm de usá-los para
o bem comum. O Catecismo da Igreja Católica segue a
mesma firme orientação:
“O Espírito Santo é o princípio de toda a ação vital
e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas
partes do corpo. Ele opera de múltiplas maneiras
a edificação do corpo inteiro na caridade, pela Palavra
de Deus (...), pelas virtudes, que fazem agir segundo o
bem, e, enfim, pelas múltiplas graças especiais (chamadas
de ‘carismas’), através das quais ‘torna os fiéis
aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos
e ofícios que contribuem para a renovação e maior incremento
da Igreja”.24
7. CONCLUSÃO
É importante tomar consciência de que todo bem,
todo dom, todo serviço prestado ao Reino de Deus
em nome de Jesus, acontece sob inspiração do Espírito
Santo. Sem Ele nada é eficaz para o Reino de Deus.
“Nunca será possível haver evangelização sem a ação
do Espírito”.25
Os grupos de oração não devem ter medo nem
resistir aos dons do Espírito, mas procurar conhecê-los
cada vez mais para bem utilizá-los.
Atenção: O próximo encarte da Revista Renovação,
dando seqüência a este assunto, tratará do dom
de línguas e profecia. Este conteúdo tem como base a
apostila sobre Carismas produzida pelo Ministério de
Formação (módulo básico, apostila 2).

Um comentário:

  1. Gostei estas são imformações importantes,gostaria de pedir se for possivél um conteúdo mais aprofundado falando sobre as 3 classes em que se separa os dons ou a especificação de cada um em particular.A Paz de Jesus a todos por ai. meu nome é José Ricardo .

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